Fabricar armas vira meio de vida e estratégia contra recessão em Montana
Os braços grandes e cuidadosos de Jerry Fisher seguravam um pedaço de nogueira polida, que estava envelhecendo em sua oficina como um vinho fino. A ligeira redução da largura ao longo de uma das pontas ofereceu uma dica fantasmagórica sobre seu futuro como um rifle artesanal de caça.
Suas sobrancelhas se levantavam enquanto ele explicava as propriedades do pedaço de nogueira. "Esta madeira ficará com o mesmo teor de umidade da atmosfera em que você guardá-la", disse. "Leva cinco ou seis anos para secá-la."
O vice-presidente Joe Biden pode sentir, como disse na última terça-feira (19), que as pessoas que querem proteger suas casas o fariam melhor com uma simples espingarda. Mas Fisher, 82, tem um objetivo maior.
Ele é um fabricante cujas armas requintadas, algumas decoradas com desenhos de artistas plásticos, e têm atraído clientes de todo o mundo. Fisher aperfeiçoou o trabalho de antigos fabricantes locais, assim como os mais jovens esperam aprender com ele. Ele simboliza os valores do Vale Flathead, no noroeste de Montana, onde as pessoas crescem, relaxam e vivem cercadas por armas.
Desde o século 19, a caça tem sido um passatempo nas florestas que sobem os picos rochosos ao redor do Lago Flathead. Membros de um grupo cada vez maior de armeiros de qualidade dizem que foram as montanhas, o ar e a caça que os atraiu para lá, e não a presença de outros artesãos. Mas a reputação da área para este tipo de armeiro também a transformou num destino cada vez mais comum para a fabricação prosaica de armas e peças de armas - incluindo rifles de ponta e semi-automáticos e armas militares.
Com EFE
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