Bancos lideram reclamações no Procon-PB
Os bancos do Brasil e Santander foram líderes no 'não atendimento' de
reclamações fundamentadas por clientes paraibanos no Procon-PB, em
2012. Nesses casos, estes clientes sequer conseguiram negociar com a
empresa a questão que motivou o registro no órgão de defesa do
consumidor. O Banco do Brasil deixou de solucionar 70 reclamações deste
tipo e o Santander contabilizou 62. A Energisa ficou em terceiro lugar
sem oferecer solução a 60 reclamações fundamentadas contra a
distribuidora.
Segundo os dados que integram o levantamento 'Cadastro de Reclamações
Fundamentadas 2012', o Procon-PB registrou 3.556 reclamações
fundamentadas no ano passado e, ao contrário dos exemplos acima, 61,62%
destas foram atendidas pelas empresas em audiências de conciliação.
Para o coordenador, Marcos Santos, o Procon-PB atende entre 80 e 100
pessoas por dia, mas parte destes atendimentos não estão relacionados ao
direito do consumidor. “Por isso dividimos a estatística em duas
análises. O atendimento é preliminar e registra todos os casos, mesmo
aqueles que não são de competência do Procon. Já as reclamações
fundamentadas são aquelas que geram um processo”, explicou.
De acordo com Marcos, as reclamações fundamentadas não atendidas são as piores em termos práticos.
“Quer dizer que, além de frustar e lesar o consumidor, a empresa não
está aberta ao diálogo e à resolução do problema. O Procon tenta
resolver de todas as formas, com mediação, com acordos e diálogo. Nesse
ponto, cinco bancos integram o ranking das 10 empresas que se destacaram
negativamente neste sentido”, afirmou.
O coordenador acrescentou
que, entre os problemas listados para este segmento, estão o mal
atendimento através do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), as
cobranças indevidas e os juros abusivos.
“Nós não dizemos para o consumidor tomar esta ou aquela posição, mas o nosso papel é mostrar o quadro para que ele tome sua escolha pessoal. De qualquer modo, o consumidor é quem regula o mercado”, pontuou.
OI E ENERGISA MELHORAM ATENDIMENTO
Apesar de serem novamente as empresas mais reclamadas, a empresa de
telefonia móvel Oi e a distribuidora paraibana de energia Energisa - com
139 e 182 clientes insatisfeitos respectivamente - melhoraram o
atendimento às reclamações dos clientes ao longo de 2012.
No caso da Energisa, a companhia foi o primeiro lugar no ranking de
reclamações atendidas - ou seja, aquelas que findaram com um acordo com o
cliente -, com 122 atendimentos resolvidos. Em 2011, a distribuidora
ocupava a terceira posição.
No ranking do ano passado, ela foi seguida pela Cagepa (99
reclamações solucionadas) e pela Oi móvel que, em 2012, solucionou 86
reclamações e fixou-se na terceira posição de melhoria nas resoluções. O
interessante é que, em 2011, a Oi móvel ocupava o 1º lugar em não
atendimento ao consumidor – posição ocupada agora pelo Banco do Brasil.
CAI RECLAMAÇÃO FUNDAMENTADA
Ao longo de 2012, foram registrados 12.721 atendimentos - contra 12.039 de 2011. Apesar da alta do número de pessoas que procuraram o Procon do Estado, houve redução de 17,1% no número de reclamações fundamentadas do ano passado sobre o ano anterior (que foi de 4.290).
Sobre a redução destas últimas, o Procon afirmou que vem trabalhando para incrementar a resolução do problema sem necessidade de audiências.
“O atendimento preliminar foi mais eficiente e, embora tenhamos
aumentado o número de atendimentos, conseguimos dissolvê-los no primeiro
contato reduzindo o número de reclamações fundamentadas”, informou a
assessoria.
Para a auditora de cadastro e reclamações fundamentadas do Procon-PB,
Celina Portela, o consumidor não deve se preocupar tanto se seu
problema se encaixa ou não nas competências do órgão. “Porque caberá ao
Procon dar esse direcionamento. Para o consumidor leigo é difícil fazer
essa divisão, então é melhor que ele venha, aponte sua dúvida e nós
faremos a triagem”, ressaltou.
Esta foi a opção do profissional de jardinagem, Paulo Belmiro. Ele
foi ao Procon estadual na manhã de ontem para registrar uma reclamação
sobre uma empresa de venda de móveis da capital.
“Há três meses eles levaram uma das portas do armário que eu comprei e
até agora não devolveram. Eu tentei conversar e venho tentando, mas
não deu jeito, então vim pegar orientação para saber como devo
proceder”, contou.
Com G1
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