Energisa

Liderança do PMDB não descarta uma candidatura de Vital do Rêgo

RV Noticias | 07:58 | 0 comentários

Enquanto descansava neste Domingo de Páscoa (31), o vereador de João Pessoa, Fernando Milanez (PMDB), falou com reportagem do RVNOTICIAS e tratar com nossa equipe sobre assuntos relacionados ao PMDB.

De antemão, o parlamentar adiantou que não vai mais disputar eleição para a Câmara Municipal, passando o bastão para um filho. Mesmo assim ele não vai abandonar a vida política, pois, no próximo ano pretende disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

O parlamentar também comentou sobre a recente saída do ex-senador Wilson Santiago do PMDB para assumir a presidência do PTB paraibano.

Defensor ferrenho do ex-governador José Maranhão, o peemedebista disse que ainda ver no presidente estadual do PMDB a maior lideranças individual na captação de votos da legenda.

O legislador avaliou a pré-candidatura de Veneziano e não descartou a possibilidade do candidato do partido para o próximo pleito ser o senador Vital do Rêgo.


ENTREVISTA


RVNOTICIAS – Como o senhor avalia essa decisão do ex-senador Wilson Santiago deixar o PMDB para assumir a presidência do PTB estadual?

Milanez – Essa é uma decisão pessoal que só cabe a ele dizer os motivos que o levaram a deixar a legenda. Enquanto peemedebista, eu sempre conheci o ex-senador e ex-deputado Wilson Santiago, como um dos mais privilegiados no PMDB. Logicamente, quando ocorre qualquer derrota, como foi o caso dele, a tendência é que as pessoas se sintam incomodadas. Santiago sempre foi um dos mais protegidos pelo partido, não só em nível estadual, como também nacional. O que surpreendeu muito em ele nos deixar, foi o ex-senador aceitar continuar na Executiva Nacional após a convenção feita há um mês em Brasília. Já que ele tinha essa intenção, deveria ter comunicado ao vice-presidente, Michel Temer, e ao senador Valdir Raupp (presidente nacional do PMDB) que estaria deixando a sigla. Quanto à posição dele, quem vai julgar é o futuro, porque nós tomamos as decisões, mas quem julga é o povo. Eu nunca vi o senador Wilson sendo preterido em absolutamente nada, muito pelo contrário, ele tem dentro do PMDB uma história. Saiu de uma luta só, conseguiu mandato de deputado estadual e deixa o partido como um dos deputados mais votados da legenda (duas vezes deputado federal) e não se elegeu senador por apenas 20 mil votos. Espero que ele tenha pensado muito bem na decisão que tomou e que Deus o ajude e proteja nessa nova caminhada.

RVNOTICIAS – O senhor disse que Santiago deveria ter comunicado a Temer sobre sua decisão. Houve de certa forma ingratidão por parte de ex-senador?

Milanez – Eu acho que ele não deveria ter aceito o cargo na Executiva Nacional já que ele tinha essa intenção de deixar o partido. Eu não digo ingratidão porque não julgo ato de ninguém para também não ser julgado. Sempre conheci o senador Santiago como um beneficiado pelo PMDB.

RVNOTICIAS - O senhor também já ameaçou deixar o PMDB. O vereador ainda pensa nisso?

Milanez – O PMDB, queira ou não queira, mudou. O que estávamos lutando era que o partido começasse a discutir. Isso foi feito quando aconteceu a eleição do ex-governador José Maranhão para o diretório estadual onde o partido foi divido em 50% dos cargos compartilhado. Agora estamos esperando a municipal em João Pessoa, que é um problema que tem que ser resolvido. Agora, sobre essa história de sair, eu até pergunto se Wilson Santiago teria deixado a legenda se o José Maranhão tivesse sido eleito para o Governo do Estado? Fica a pergunta no ar. Eu posso dizer que esse mandato é meu e não devo satisfação a ninguém. Só ao PMDB que não posso negar ser a maior legenda do Brasil. Mas, precisa mudar e muito aqui na Paraíba. Agora, se muda ficando dentro do partido e lutando. Se você não consegue, ai sim, diz eu vou embora. Talvez Santiago tenha saído para disputar a vaga de senador e não quis ficar com medo de ser excluído dentro do PMDB. Aí fica difícil, porque quando você começa fazer política dizendo só assim e não a convite, e esse foi o mal dentro do PMDB durante muitos anos, por isso estamos pagando um preço. Mas é uma coisa normal porque a vida roda e essas derrotas (2010/2012) foram boas porque agora só vai ficar no partido os peemedebistas que querem outra realidade. Eu acho até salutar, pois esses (os que saíram e ameaçam sair) são acostumados ao poder. O PMDB vinha com poder, com poder. Os que estão deixando vinha do governo Ronaldo e de três governos seguidos de Maranhão. Não agüentaram a primeira derrota. E é difícil fazer governo na oposição. Eu reconheço.

RVNOTICIAS – Qual a avaliação que o senhor faz desse período de gestão do ex-governador José Maranhão a frente do PMDB estadual?

Milanez – Maranhão não vinha bem. Na eleição que houve agora ele sentiu que havia uma resistência e não adiantava forçar. Havia reconhecimento nosso pelos serviços prestados por ele ao partido e que tínhamos dado ao ex-governador todas as provas de lealdade. Mas, Maranhão precisava flexibilizar, se modernizar e abrir o partido para novos tempos. Ele o fez quando mudou o diretório e a executiva de forma substancial. Isso é natural porque ninguém é eterno. Ainda temos nele a maior liderança individual em termo de votos. Ele e e o senador Cássio Cunha Lima são os dois homens que individualmente tem votos na Paraíba. São campeões para ganhar qualquer eleição.

RVNOTICIAS – Nesse seu ponto de vista o senhor acredita que Maranhão deveria disputar cargos eletivos nas eleições 2014?

Milanez – Acho que está muito cedo. O problema na Paraíba é que mal acaba uma campanha e já começa outra. O que eu estou dizendo é que Maranhão e o senador Cássio Cunha Lima, individualmente, são as duas maiores lideranças individuais de votos no Estado. O PMDB tem o senador Vital do Rêgo, o ex-prefeito de Campina Grande Veneziano Vital do Rêgo, os deputados Gervásio Maia e Raniery Paulino e é inevitável que essas lideranças serão sucessoras. 

RVNOTICIAS– O vereador acredita que até 2014 Veneziano conseguirá aglutinar forças suficiente para enfrentar os grupos do atual governador Ricardo Coutinho com o senador Cássio Cunha Lima, ou enfrentar esse dois políticos em candidaturas separadas?

Milanez – O governador Ricardo Coutinho com o senador Cássio Cunha Lima é uma coisa e sem Cássio é outra. Acho que em 2014 vamos ter grandes surpresas. Veneziano é um nome considerável e de peso, mas também acho que o senador Vitalzinho não pode está descartado como um todo . Os irmãos Vital do Rêgo tem uma missão a cumprir. Tanto Veneziano, que é o nosso candidato, como o senador Vital que também poderá vir a ser também o candidato. Como do lado de lá, pode ser que tenha a candidatura de Cássio. Poderemos ter quatro candidaturas, como tivemos para prefeito em João Pessoa. É uma eleição que está em aberto. Que não se iludam, porque o cenário político do Brasil mudou. Vamos ter daqui para o final do ano modificações no Brasil muito forte na sociedade que não suporta mais essas coisas que estão aí. Não adianta colocar panos nas mangas. Quem acompanhou as eleições municipais de 2012 sabe que foi diferente de outros pleitos.

RVNOTICIAS – Em relação ao Governo de Luciano Cartaxo, ou senhor é oposição ou situação?

Milanez – Eu defendo já de agora que o PMDB e o PT devem está juntos em 2014. Não vejo as duas siglas distantes uma da outra. Faço parte do diretório nacional e o que eu assisti em Brasília há um mês ficou muito bem definido: Em 2014 o PMDB e PT estarão juntos. Os dois partidos terão que ficar juntos até por uma questão de reciprocidade porque os petistas sempre foram nossos parceiros em nível de estado e nacional. A decisão que foi tomada lá é que todas as alianças é a executiva nacional que decidirá. Não adianta formatar embaixo nenhum tipo de aliança que não seja respeitando a de cima. Aqui na Câmara sou o prefeito Luciano Cartaxo. Não só pela decisão da nacional, mas porque sempre estive com Luciano na Câmara durante quatro mandatos. 

RVNOTICIAS – Nas eleições do próximo ano o senhor pretende alçar novos voos com candidatura para a Assembleia Legialativa, ou, a Câmara Federal?

Milanez – Sou candidato a deputado estadual. E já posso dizer a você que vereador eu não serei mais. O candidato a vereador será o meu filho em 2014.

Ainda inspirado pelo clima de Páscoa, defendeu no final da entrevista uma paradinha sobre as questões relacionadas as eleições 2014 para se buscar a unidade entre os políticos paraibanos para trabalhar por projetos para o estado.

“Não custa nada nós desarmarmos as armas e todos sentarmos para irmos aos ministérios e a Presidência pedir verbas para a Paraíba”.




( maispb )

Category:

0 comentários

Energisa