Efraim F. defende internação compulsória de dependentes químicos
A Câmara dos Deputados aprovou o
texto-base de projeto de lei que autoriza a internação involuntária de
dependentes químicos e aumenta a pena para chefes de organizações
criminosas voltadas ao tráfico de drogas, a nova Lei Antidrogas.Conforme
o deputado federal paraibano Efraim Filho (Democratas/Paraíba) entre
outros pontos, o projeto prevê a possibilidade de as famílias ou
responsáveis legais de usuários de drogas requererem, mesmo sem o
consentimento do dependente, a internação em instituição de saúde para
tratamento e desintoxicação.
Para que haja a internação à revelia,
contudo, será necessário o aval de um médico."A defesa da sociedade é
mais importante que vontade individual de alguém que já se encontra
privado da sua consciência pelo efeito do vício das e das drogas"
ressalta Efraim Filho que votou favoravelmente a matéria.
Comunidades terapêuticas
Além de prever internações involuntárias
e maior rigor nas penas contra grandes traficantes, os deputados
criaram novas regras para o acolhimento de dependentes em Comunidades
Terapêuticas Acolhedoras.
Conforme o texto, a permanência dos
usuários de drogas nesses estabelecimentos de tratamento poderá se dar
apenas de forma voluntária. Para ingressar nessas casas, segundo o
projeto, o paciente terá de formalizar por escrito seu desejo de se
internar nas comunidades.
A proposta estabelece que esses locais
devem servir de "etapa transitória para a reintegração social e
econômica do usuário de drogas". E mesmo se o paciente manifestar o
desejo de aderir às comunidades, será exigido uma avaliação médica
prévia do dependente.
O texto ressalta ainda que, para
realizar a avaliação médica, as comunidades terapêuticas acolhedoras
terão "prioridade absoluta" na utilização da rede de atendimento do SUS.
Reserva de vaga
Com o objetivo de facilitar a reinserção
social do usuário de drogas, a proposta prevê uma cota mínima de
emprego em obras públicas para dependentes em recuperação. Pela
proposta, as empresas vencedoras de licitação para obras públicas
deverão reservar 3% dos postos de trabalho para ex-usuários de drogas
que estejam em tratamento.
"As licitações de obras públicas que
gerem mais de 30 postos de trabalho deverão prever, nos contratos, que
3% do total de vagas sejam destinadas à reinserção econômica de pessoas
atendidas pelas políticas sobre drogas", diz o texto. O líder do PDT,
André Figueiredo (CE), criticou o dispositivo. "Não podemos incentivar o
demérito, ou seja, que aquele que nunca usou droga possa ser
prejudicado pelo que já usou", argumentou.
Para se tornar lei, a matéria ainda terá de ser aprovada pelo Senado e sancionada pela presidente Dilma Rousseff.
ASCOM
Category: Politica



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