'Ele se lembrou que já esteve em casa', diz D. Geraldo sobre Bento XVI
Um clima cordial e de agradecimento marcou o último encontro do Papa
Bento XVI com cardeais presentes no Vaticano nesta quinta-feira (28),
relatou ao G1 Dom Geraldo Majella Agnelo, cardeal
arcebispo emérito de Salvador. Ele contou também o que o pontífice falou
ao se encontrar com o brasileiro na última audiência e disse que não
crê na chance de o conclave eleger um "Papa de transição".
Desde segunda-feira (25) no Vaticano,
Dom Geraldo teve a oportunidade de se despedir pessoalmente de Bento
XVI que, a partir das 20h (16h, horário de Brasília), deixa vago o cargo
de líder da Igreja Católica e passa a ser tratado como Papa Emérito.
“Ao cumprimentá-lo, ele se recordou que eu morava no alto do Palácio Santo Oficio, onde está sediada a Congregação para a Doutrina da Fé, da qual ele era o prefeito [quando cardeal]. Todos os dias nos encontrávamos, quando eu saía e quando ele chegava. Ele se lembrou que já esteve em casa conosco por horas, recordou com detalhes algo que foi próprio para mim”, disse Dom Majella.
“Ao cumprimentá-lo, ele se recordou que eu morava no alto do Palácio Santo Oficio, onde está sediada a Congregação para a Doutrina da Fé, da qual ele era o prefeito [quando cardeal]. Todos os dias nos encontrávamos, quando eu saía e quando ele chegava. Ele se lembrou que já esteve em casa conosco por horas, recordou com detalhes algo que foi próprio para mim”, disse Dom Majella.
O cardeal brasileiro, que é um dos cinco representantes do país durante
o conclave que vai eleger o novo Papa, afirmou ainda que Bento XVI fez
um agradecimento muito grande aos presentes na audiência – cerca de cem
cardeais -- e pediu a todos que ajam pelo bem da Igreja e “continuem
tendo obediência ao próximo Papa”.
Ele apontou também a existência de uma discussão paralela dentro da
Igreja, mesmo que fora do Colégio de Cardeais, da possibilidade de se
eleger um Papa de transição, que permanceria no cargo para que seja
concluída a preparação de um novo representante.
“Às vezes podemos pensar 'bom podemos fazer um Papa passageiro, um Papa
de transição, para que venha depois um outro que será formado'. Ouvimos
essa questão por fora, não dentro do Colégio dos cardeais, mas não
existe isso de pegar um Papa de transição”, explicou.
Ele não considera que o cardeal Joseph Ratzinger tenha sido um Papa de
transição -- devido à sua idade avançada quando foi eleito. "Ele era
prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, um dicastério importante, e
fazia com autoridade seu trabalho. Ele se destacava perante os demais
que podiam ter sido eleitos como Papa", explicou.
Category: Outras



0 comentários